Biologia do Conhecer

 

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O ser vivo em seu meio

A Biologia do Conhecer e da Linguagem é um corpo de conhecimentos originado de ideias do neurobiólogo e pensador chileno Humberto Maturana e seus colaboradores, também conhecido, menos adequadamente, como teoria da autopoiese. Isoladamente, o conceito de autopoiese não acrescenta muito ao que já sabemos: que os seres vivos geram e mantêm a si mesmos. O termo adquire, porém, um significado central quando inserido adequadamente no corpo da teoria.

O símbolo ao lado representa o ser vivo (a seta circular) em seu meio (a onda subjacente).

Em meu modo de ver, quem leu a proposta de Maturana e não se escandalizou, não a entendeu. Sua proposta tem uma característica peculiar: torna-se óbvia – depois de aceita. Mas o próprio Maturana nos alerta ao dizer: “Nada é mais difícil de respeitar que aquilo que, depois de ouvido, nos parece óbvio.”

Conheci em sequência três neurobiólogos chilenos que tiveram grande influência em meu trabalho e em minha vida: Francisco Varela (em 1976), Humberto Maturana e Jorge Mpodozis (em 1982). Incluo neste sítio textos destes três pensadores traduzidos (ou transcritos) ao português e dou acesso a várias de suas publicações originais.