Biográficos

Proposta de concessão do título de emérito a Nelson Vaz

Proposta de concessão do título de Professor Emérito ao Professor Nelson Monteiro Vaz
Departamento de Bioquímica e Imunologia.
Profª Ana Maria Caetano de Faria & Tomaz Mota Santos

Sobre a carreira acadêmica de Nelson Vaz

Nelson Monteiro Vaz graduou-se em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), iniciou-se na ciência no Instituto Manguinhos (Fiocruz), no Rio, sob a supervisão do Professor Haity Moussatché, especializou-se em Imunologia na Universidade de New York (NYU) e doutorou-se em Imunologia na UFMG,   por defesa direta de tese. Fez seu pós-doutorado no Instituto Pasteur de Paris.

Nelson Vaz iniciou sua carreira docente na então recém-criada Universidade de Brasília (UNB), nos anos sessenta, e dela exonerou-se junto com outros colegas, em protesto contra a restrição à liberdade acadêmica imposta pela ditadura. Migrou, então, para os Estados Unidos, onde foi cientista visitante e pesquisador na NYU e no Centro Nacional de Asma (National Jewish Center) em Denver, EUA, cujo departamento de Imunologia chefiou por cerca de 5 anos. De volta ao Brasil, mediante concurso público, ingressou no departamento de Imunologia do Instituto Biomédico da UFF como Professor Titular. Da UFF, por convite, transferiu-se para o Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG. Aqui prosseguiu o exercício da docência e da pesquisa por vinte anos, aposentando-se em 2004.

Nelson Monteiro Vaz, Cientista

Nelson Vaz fez contribuições relevantes para a Imunologia como cientista teórico e como   experimentalista. Sua produção intelectual foi publicada em periódicos nacionais e internacionais: cerca de 100 artigos completos, 16 capítulos de livros e 6 livros por ele escritos, editados ou organizados; foram inúmeras suas comunicações feitas em seminários, conferências, simpósios e mesas redondas em instituições universitárias ou institutos de pesquisa nacionais e internacionais.

Sua reflexão teórica chama-nos a atenção para a necessidade de uma compreensão mais clara da complexa organização do sistema imune,   integrando-a à   dinâmica do organismo. Ela é convergente com as idéias do biólogo e filósofo chileno Humberto Maturana, a cuja obra dedica uma boa parte de seus estudos teóricos atuais. Na Imunologia experimental, suas contribuições abrangem vários campos: MHC e resposta imune; anafilaxia; tolerância oral; sistema imune associado a mucosas; imunoparasitologia; atividades naturais (não induzidas) do sistema imune, entre outros.

Vale lembrar alguns dos trabalhos teóricos de Nelson Vaz com maior relevância para a Imunologia contemporânea: “ Self and non-sense: an organism-centered approach to immunology” (Vaz, NM and Varela, FJ . Med. Hypotheses, 4: 231-257, 1978); “Cognitive networks: immune, neural and otherwise” ( Varela, FJ, Coutinho, A., Dupire, B and Vaz, NM, 1988. IN: Perelson AS (ed) Theoretical Immunology. Redwood City, CA: Addison-Wesley, pp. 359-374); “The uniqueness and boundaries of the idiotypic self” ( In: II Kohler; P-A Cazenave; J. Urbain (org) Idiotype in Biology and Medicine. New York: Academic Press, l984, v., pg 44-58); “From an antigen-centered clonal perspective of immune responses to an organism-centered, network perspective of autonomous activity in a self-referential immune system” (Coutinho, A, Forni, L, Holmberg, D, Ivars, F and Vaz, NM. Immunological Reviews, 79: 151-168, 1984).

Alguns dos seus artigos científicos foram pioneiros em dois momentos importantes da Imunologia: a descoberta da influência dos genes do MHC na resposta imune e a caracterização do fenômeno da tolerância oral. Esses artigos se tornaram clássicos da literatura científica em Imunologia e contam com um número muito alto de citações.

Dentre esses, destacamos: “Immune responsiveness of mice to repeated low doses of antigen. Relationship to histocompatibility (H-2) type” (Vaz, NM and Levine, BB. Science, 168:852-856, 1970); “Relationship between H-2 genotype and immune responsiveness to low doses of ovalbumin in the mouse”. (Journal of Immunology, 104: 1572-1578, 1970); “Immune responsiveness of mice to ovalbumin and ovomucoid: relationship to H-2 type”. (Vaz, NM, Philips-Quagliatta, J.M., Vaz EM, Levine, B.B. Journal of Experimental Medicine, 134, 1335-l342, 1971); “Inhibition of homocytotropic antibody responses in adult inbred mice by previous feeding of specific antigen”.(Vaz, NM, Maia, LCS, Hornbrook, MM, Lynch, JL, Roy, CA. Journal of Allergy and Clinical Immunology, 60, 110-115, 1977); “Enterically-induced immunological tolerance. I. Induction of supressor T-cells by intragastric administration of soluble proteins” ( Richman LK, Chiller, JM, Brown WR, Hanson, DG, Vaz, NM. Journal of Immunology, 212: 2429-2435. 1978).

Em Belo Horizonte, sua     atividade intelectual foi também de grande importância; nela abordou questões teóricas e experimentais da Imunologia. São exemplos: “Tolerance induction and immunological priming initiated by mucosal contacts with protein antigens in inbred strains of mice”. ( Rios, MJC, Pereira, MAC, Lopes, LM, Faria, AMC, Gontijo, C, Castanheira, EB, Vaz, NM. Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 21:825-836, 1988); “Decrease in susceptibility to oral tolerance to ovalbumin and occurrence of oral immunization in 20-38 week-old mice” (Faria, AMC, Garcia, G, Rios, MJ, Michalaros, CL, Vaz, NM. Immunology, 78:137-151. 1993); “Indirect effects of oral tolerance in mice”       (Carvalho, CR, Verdolin, BA, Souza, AV, Vaz, NM. Scandinavian Journal of Immunology, 39:533-538,1994); “Anaphilaxis with extracts of Schistosoma mansoni in normal and infected mice” ( Mota-Santos, TA, Oliveira, AFS, Gerken, SE, Vaz, NM. Rev.Inst .Med.Tropical de São Paulo, 27:1279-185, 1985); “Polyclonal activation of B lymphocytes during infection with Schistosoma mansoni” (Lopes, LM, Pereira, MAC, Gerken, SE, Vaz, NM. Parasitology, 100:83-91, 1990); “The conservative physiology of the immune system” (Vaz, NM, Verdolin, BA, Silva Neto, AF, Menezes, JS, Faria, AMC, Carvalho, CR. Brazilian Journal of Medical and Biological Research, 36:13-22, 2003); “Stimulation by food proteins plays a critical role in the maturation of the immune system. “ (Menezes J da S., Mucida DS, Cara DC, Alvarez-Leite JI, Russo M, Vaz NM, Faria AM. International Immunology, 15(3):447-455, 2003) “Wings for flying, lymphocytes for defense: spandrels, exaptation and specific immunity” (Vaz, NM, Ramos, GC, Saafeld, K. Complexus, 3:211-216, 2006); “Immunological activities are modulated by enteral administration of elemental diet in mice “ (Menezes, JS, Andrade, MC, Senra, B, Rodrigues, VS, Vaz, NM, Faria, AMC, Clinical Nutrition, 25:643-652, 2006). “Dynamic stability in random and scale-free B-lymphocyte networks.” (Ribeiro LC, Dickman R, Bernardes AT, Vaz NM. Physical Review 75(3 Pt 1):031911-1, 2007).

A repercussão de sua atividade intelectual é aqui testemunhada por três ilustres membros da comunidade imunológica internacional: Prof. Antonio Coutinho, diretor do Instituto Gulbenkian de Ciências, Oeiras, Portugal, e ex-diretor da Unidade de Imunobiologia do Instituto Pasteur de Paris; Prof. George Alexandre dos Reis, Professor Titular de Imunologia do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Professora Vivian Rumjaneck, também Professora Titular de Imunologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro .

Diz o Professor Antonio Coutinho, em comentário sobre o papel   dos pesquisadores teóricos para a Imunologia contemporânea:

“By the end of the 1970s, through Niels Jerne, I got the Vaz & Varela paper on “self and nonsense” (1978) and in 1982, through Vaz, I first met Maturana and Varela. I understood then where the core of ideas on autopoietic organization and cognition as mere existence of living beings came from. Together with the accumulation of empirical observations resulting from our commitment to study normal unimmunized animals, their views rapidly convinced me that the interesting properties of the immune system did have to do with the establishment of the molecular idendity of “self”, with self assertion, as it is now common to say”. …“It is very clear to me that these theoreticians ( Maturana, Varela, Vaz, Stewart) have had a fundamental role, in their a prioris , in the theoretical core from where to start, in their insights, in their respect for common sense, in their conviction that only a mutual interchange and continuous excursions between theory and practive could lead us somewhere”. ( Coutinho, A., J. Theor. Biol., 149, 425-427, 1991).

Logo após sua aposentadoria na UFMG, professor Nelson Vaz foi homenageado pela Sociedade Brasileira de Imunologia, no seu congresso de 2004. Na ocasião, não podendo comparecer, o professor George Alexandre dos Reis enviou uma carta que foi lida durante a solenidade e que vai aqui reproduzida.

Verbis:

“Querido Professor Nelson

Já que o acaso não permitiu que eu hoje estivesse aqui na sua homenagem, agradeço à Ana Faria a oportunidade de expressar por e-mail, em poucas palavras, a minha consideração sobre a sua importância para a imunologia brasileira.

Nelson Vaz é um dos fundadores da imunologia brasileira. Ele é responsável direto pela formação de um grande número de importantes imunologistas. Como se isto não bastasse, Nelson Vaz é também responsável por uma espécie de formação indireta, mais sutil, de praticamente todos os imunologistas brasileiros que assistiram às suas conferências. Porque é impossível ficar indiferente a uma conferência do Prof. Nelson Vaz; é impossível não pesar e reavaliar os nossos próprios conceitos.

A carreira de Nelson Vaz é única. Ela é marcada por uma clara bifurcação no tempo, entre o modelo clássico de formação científica, por onde ele começou; e a forma como ele a exerce hoje. No tempo em que seguia uma trajetória aproximada da clássica, Nelson produziu clássicos da imunologia. Descobriu os genes Ir e a sua associação com o MHC. Seus dois trabalhos de 1970, com Levine, somam quase 800 citações. Oito anos depois, Nelson publicou um trabalho descrevendo a tolerância oral, que tem ou tinha – 234 citações, e cujas conseqüências conceituais modificaram a sua interpretação da imunologia. Naquela ocasião, Nelson foi confrontado com novas idéias e conceitos, que vinham de diferentes áreas do conhecimento inclusive, na imunologia, com os trabalhos inovadores de Niels Jerne e Antônio Coutinho. Em algum momento neste período, Nelson se encontrou; e se libertou para sempre do modelo clássico da carreira científica. Nelson criou e amadureceu uma visão inteiramente própria e heterodoxa da biologia e, mais intensamente, da imunologia. Sobretudo, uma visão extremamente coerente e inovadora. Passou a questionar de maneira enfática os métodos tradicionais da pesquisa, e o dirigismo de resultados que são obtidos dentro de um contexto auto-referencial, criado pelo observador. Nelson se desinteressou das revistas científicas tradicionais. Missivista convicto e talentoso, lançou e lança- mão de recursos alternativos para difundir as suas idéias. Eu era ainda um estudante de mestrado no Rio de Janeiro. Quando por acaso, uma de suas célebres apostilas, ainda produzidas em Niterói, caiu em minhas mãos. E aquele texto inteiramente novo – ao mesmo tempo brilhante, devastador e atormentado – mudou para sempre a minha maneira de encarar a ciência.

Na segunda fase de sua carreira, Nelson Vaz se tornou um estudioso da ciência, um livre-pensador e um super-professor. Não o professor que ensina aquilo que já está escrito. Mas um professor único, que explica e ensina aquilo que ainda não está escrito em lugar algum. Pescador de almas, mas para desconstruir uma religião científica tradicional. Nelson encontra e adapta conceitos do passado, acha e inventa conceitos novos, vindos de onde vierem, e junta tudo para revelar o essencial esquecido, e o essencial inédito, esperando para serem encontrados. Por ser interlocutor do futuro, Nelson é imprescindível para todos nós.

Na minha tese para Professor Titular, que defendi em 1992, eu reconheci publicamente a grande importância do Prof. Nelson Vaz na minha própria formação. E a sua presença constitutiva na minha alma científica. – Nelson, é com grande alegria e honra que eu hoje lhe agradeço por tudo o que você me deu de graça, e que não tem preço. Pois, graças a este contágio com o seu pensamento, eu hoje posso enxergar mais longe do que novas siglas, números, setas, desenhos de bolinhas e esquemas cibernéticos. Eu aprendi a ver o organismo, admirando-o a partir de uma posição mais alta do que aquela criada pelo imediatismo das pequenas descobertas.

Vida longa, Professor Nelson. Obrigado por tudo

George Alexandre dos Reis.”

Professora Vivian Rumjaneck, entrevistada para a seção História Falada,   do Boletim   SBI na Rede, (66, junho/2007),da Sociedade Brasileira de Imunologia diz o seguinte:

“Outro momento que me emocionou muito, foi quando estava na Inglaterra e Benacerraf estava dando uma palestra e explicando como havia chegado à restrição ao MHC. Falou dos experimentos dele com cobaia e disse assim: “uma coisa que me influenciou muito foram os trabalhos of a young brazilian felow Vaz”. Ele se referia aos trabalhos do Nelson sobre a produção de anticorpos reagínicos, mostrando diferenças ligadas ao H2”

Nelson Vaz e o magistério

No magistério, a atuação de Nelson Vaz foi também marcante. Vários(as) docentes e pesquisadores que hoje atuam em universidades brasileiras foram seus alunos(as). Eles (as) estão espalhados(as) por várias instituições de ensino superior, entre os(as) quais, colegas do nosso Instituto. Considerem-se ainda os(as) mestres e doutores(as) por ele formados que hoje são pesquisadores(as) na Europa e nos Estados Unidos.

Desenvolver espírito crítico e criativo sempre foi orientação da docência de Nelson Vaz também nos cursos de graduação. Essa conduta contribuiu para despertar a vocação de vários de seus estudantes para a investigação científica e certamente influenciou vários outros que, não escolhendo a carreira científica, tornaram-se profissionais com atividade intelectual mais acurada.

Nelson Vaz organizava freqüentes e sistematizadas reuniões de leituras de textos científicos das quais participavam estudantes de graduação e pós-graduação. Nesse contexto, e com muitas conversas, surgiam os projetos de pesquisas tanto no âmbito da pós-graduação como no da iniciação científica. Com o mesmo espírito da sua origem, essas reuniões ocorrem atualmente, uma vez por semana, nos laboratórios de pesquisa coordenados pelas Professoras Ana Maria Caetano Faria e Cláudia Rocha Carvalho, das quais Nelson Vaz participa contribuindo nas discussões de trabalhos e projetos de pesquisa. Além disso, ele orienta, via discussões pela internet, estudantes que não são formalmente seus orientandos.

As dissertações e teses orientadas por Nelson Vaz abrangem uma importante diversidade de temas que certamente contribuíram para amplitude do campo de pesquisa imunológica no Brasil. Além dessa contribuição para a disciplina Imunologia, vale registrar seu trabalho cooperativo com colegas da Faculdade de Letras (Fale), da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), do Instituto de Ciências Exatas (ICEX) – especialmente do Departamento de Física – que possibilitou a realização de publicações, eventos científicos e formação de alunos dessas áreas sob perspectiva inter-disciplinar.

Antes da institucionalização da flexibilidade curricular, Nelson Vaz já reunia estudantes do ICB, da Faculdade de Medicina, da Fafich da Fale, do ICEX, para discussão transdisciplinar de questões filosóficas e de biologia teórica abordadas por Humberto Maturana, Francisco Varela ou Gregory Bateson e claro, sem deixar de mostrar sua contribuição pessoal, original, sobre essas questões. Com Nelson Vaz, o ICB tornou-se assim, centro da melhor reflexão epistemológica, à luz desses importantes filósofos/biólogos. E disso serviram-se seus alunos e outros que não eram, formalmente, orientados por ele.

Nelson, professor de Imunologia, ensinando Imunologia, ensinava a pensar.

Nelson Vaz e a Imunologia brasileira

Nos anos sessenta, dizia-se, os imunologistas brasileiros podiam fazer seu congresso anual num Volkswagen: Oto Bier, Ivan Mota, Antonio de Oliveira Lima, Nelson Monteiro Vaz, Wilmar Dias da Silva.

Esse dito, anedótico, revela de um lado, que os imunologistas brasileiros eram poucos; de outro, que essa pequena comunidade foi pioneira, pois fundadora da Imunologia brasileira: formou novos imunologistas e os reuniu na Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) – hoje uma das maiores, mais bem estruturadas e das mais ativas entre as sociedades de cientistas brasileiros.

Nelson Vaz nucleou em torno de si, na UFF, Niterói, um grupo de estudantes e professores interessados em fazer ciência e falar de ciência. Nasceu desse grupo um dos primeiros centros brasileiros de Imunologia, o primeiro a criar e manter um biotério de camundongos isogênicos em nosso País. Não foi o único fruto. Alguns cientistas brasileiros saíram dessa experiência em Niterói e hoje atuam especialmente nas universidades e instituições de pesquisa fluminenses.

Nelson Vaz é, desde a fundação,   voz indispensável nos congressos da SBI participando do debate das idéias da imunologia contemporânea. Crítico em relação às tentativas de mera importação, é   otimista na sua prática cientifica e sempre incentivou que no Brasil fizéssemos uma Imunologia mais cheia de idéias que dinheiro (embora esse fosse e continue sendo indispensável).

Sobre esse aspecto, vale mencionar outra parte da entrevista da Professora Vivian Rumjaneck ao SBI na Rede:

“Quando o Nelson foi para a UFF criou o primeiro departamento de imunologia, um dos raros no Brasil e do mundo, que dizia que imunologia é fisiologia. É a fisiologia do sistema imune!… É capaz de ter sido a primeira vez no mundo, em que a imunologia não estava ligada à microbiologia mas sim à fisiologia. Então isso foi um salto conceitual digno do Nelson… Essa criação do Nelson, que não é dado o devido valor, era uma coisa na época absolutamente revolucionária.”

 

  1. A atribuição do título de professor emérito

O título de professor emérito atribuído a um docente é, sem dúvida, reconhecimento de sua trajetória acadêmica. É, também, afirmação da qualidade do corpo docente da Universidade, como previsto no artigo 97 do Regimento Geral da UFMG.

Verbis:

“Art. 97 – Aos professores aposentados, cujos serviços ao magistério e à pesquisa universitária forem considerados de excepcional relevância, as Congregações das respectivas Unidades poderão conferir o título de Professor Emérito.”

Embora concedido pela Congregação, têm sido as Câmaras departamentais do ICB as proponentes do título de Professor Emérito a professores aposentados que integraram o corpo docente dos respectivos departamentos.

Pelo exposto, é nossa convicção que o trabalho universitário do Professor Nelson Monteiro Vaz preenche os requisitos de relevância que justificam a outorga do título.

Por esse motivo, propomos à Câmara do Departamento de Bioquímica e Imunologia que submeta à Congregação do Instituto de Ciências Biológicas a proposta de concessão do título de Professor Emérito ao Professor Nelson Monteiro Vaz.